16 de nov de 2011

Um Silêncio que se fez Tempo

De repente a tempestade
Navego num mar sem ondas
Um sal que se esconde na bruma
De quem foi tomado sem lei

Sou rio de lágrimas sofridas
Tomo abismo por margem
Dei leito a quem amo no peito
Minhas águas clamam viagem

Sou Balança de prato raso
Amor sem eira nem beira
Bebo promessas coçadas
Visto sonhos de asas gastas

Sou espera inglória de poente
Lua perdida no firmamento
Sem brilho, pão para o caminho
Amante sem Norte nem Tempo

Um silêncio que esmaga a alma
Um minuto que se perde no outro
Um tempo que não se fez sonho
Uma partida para lugar incerto…

lua-verde

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